cerejeira ansiosa
22 segunda-feira ago 2011
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22 segunda-feira ago 2011
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25 terça-feira jan 2011
Posted in apenas palavras, cotidiano, crônica ?
Hoje, eu vi em fotos grandes, na tela do computador, o que a TV , os jornais, a internet e tudo mais noticiavam. Vi em close, através de lentes, a tragédia de uma cidade, que algum dia, foi meu lar. Vi, com meus olhos já se enchendo de lágrimas, estampada nos olhos marcados por sangue de uma criança, a dor de perder tudo. E a cada imagem, eu só era familiar às legendas em língua estrangeira, aos nomes de bairros que já visitei e de outros que faziam parte do meu caminho diário de infância. Mas não reconheci as paisagens. Não porque falha a memória. Nem porque houve mudanças durante todo esse tempo que estou distante da geografia do meu passado. Mas, porque não se reconhece a destruição. E é só isso que vi nas fotografias: lama, destroços, morte e desolação.
Tanto tempo evitando uma visita nostálgica ao meu passado, e agora, nem sei se há algo que eu possa visitar…
Um céu turvo derramou sua ira
E a cidade se cobriu de lama
Uma onda vermelha
Que engoliu o que tocou
http://www.boston.com/bigpicture/2011/01/landslides_in_brazil.htm
acho que os olhos vermelhos da menina, dizem mais do que eu possa expressar.
11 sábado dez 2010
Posted in apenas palavras, cotidiano
um post off Colombina,Pierrot e etc.
em alguns momentos, percebemos que ao se conquistar um objetivo, quando é colocada na balança,essa vitória, se tem mais a perder, do que a ganhar. nessas horas, é preciso parar e refletir, pensar e repensar. e não deixar que o orgulho nos impeça de dar um passo a trás …
22 sexta-feira out 2010
Posted in apenas palavras, cotidiano, fabulando a realidade
Essa semana, por volta das 00:30, havia no terminal rodoviário, uma mulher com um pouco mais de um metro e meio, de vestido branco longo, com jeitão de artigo de bazar de igreja. E que, portava nas costas, asas rosas de acetato. Ela parecia séria, mergulhada em si mesma. Parecia um pouco perdida. Talvez, um pouco triste.
Sem alarde, ela embarcou, no mesmo ônibus que eu.
Então descobri, que de madrugada, até as fadas, são tocadas pela melancolia.
27 sexta-feira ago 2010
Posted in apenas palavras, cotidiano
Hoje, praticamente, me ofereceram fast sex quase como quem diz “Querendo desestressar, é só me procurar“.
E eu até achava o cara legalzinho. Mas, depois do discurso sobre necessidade fisiológica e a comparação entre parceiras sexuais e cartas de baralho (“Comigo é igual jogo de sueca.Tenho várias cartas na mão“) minha impressão à respeito do carinha mudou completamente.
Disse, ainda, que as mulheres são muito exigentes. Que vivem de mal humor por falta de sexo. Que escolhem demais os parceiros.
Resumi a minha resposta à:
- Nós, mulheres, não gostamos de ser carta.
Ele até tentou argumentar dizendo que as mulheres gostam de ser usadas ou desprezadas.
Nem perdi meu tempo respondendo.
Retornei ao trabalho. Era bem melhor que continuar ouvindo tanta besteira.
22 terça-feira jun 2010
Posted in apenas palavras, cotidiano, música
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04 sexta-feira jun 2010
Posted in apenas palavras, cotidiano
Meu vizinho morreu em acidente, na semana passada, agora ouço a família falando sobre a missa que ocorrerá amanhã. Separando os pertences do falecido. A mãe dele diz que quer apenas uma camisa específica. E repete, que quer só a alegria do filho dentro de casa.
Perdas…
A arquitetura urbana isola ao mesmo tempo que interliga…
10 segunda-feira mai 2010
Posted in apenas palavras, colombina, cotidiano
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01 sábado mai 2010
Posted in apenas palavras, cotidiano, poesia
Algum batuque na mesa do bar
Rock do outro lado da rua
Alguns petiscos
Muitas cervejas
Muitos cigarros
Vendedores de doce
Vendedores de flor
Muita conversa
Muitos sorrisos
Alguns encontros
Alguns casais apaixonados
Alguns bêbados trôpegos
Duas quedas
Uma vendedora de café
Uma quase batida de carro
Um céu de poucas nuvens
Muitas estrelas
Enquanto uma poeira fria e prateada,
Que muitos chamam de garoa,
Cobria, silenciosamente, tudo…
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14 quarta-feira abr 2010
Posted in apenas palavras, cotidiano, literatura
Colega das letras disse :
” Levo minha vida quase como Anäis Nin”
Deu uma invejinha.
A minha, está mais para Clarice Lispector…
09 sexta-feira abr 2010
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E os helicópteros sobrevoam a cidade
Zunindo sobre nossas cabeças
Insetos metálicos cortando o céu
Lembrando que há algo de errado
Impedindo que se finja que há paz
Impedindo que fujamos ao sonho
Helicópteros sobrevoam a cidade
E eu queria tanto um instante de silêncio
E eu queria tanto dormir…
08 quinta-feira abr 2010
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E um céu turvo derramou sua ira
E o chão dos morros sumiu
Uma onda vermelha engoliu
Tv e geladeira
Computador e fogão
Sofá e frigideira
Cama e colchão
Documento e retrato
Engoliu o passado
A onda vermelha engoliu vidas
E o choro dos sobreviventes
Fez poça na lama
E a mulher que perdeu e ainda não percebeu
A irmã vizinha
(e sobrinhos)
Enquanto amamentava o filho
Sentada no colchonete do abrigo
Pensava no doce feito que ficou na cozinha
Ela não entendia
Que a onda vermelha engoliu o lar
Engoliu a família
Um céu turvo derramou sua ira
E a cidade se cobriu de lama
Uma onda vermelha
Que engoliu o que tocou
Em breve será tudo poeira
Uma nuvem que se dissipará
Com a primeira ventania
Menos para aqueles
Que tiveram a alma encharcada
Pela mina de lembranças
Do que a onda vermelha levou
23 terça-feira mar 2010
Posted in apenas palavras, cotidiano
Improvável porém verdadeiro.
Na semana passada, no engarrafamento de todas as manhãs, eu vi, do ônibus, um grande coelho branquíssimo em cima do telhado musguento de um ferro velho. Meu primeiro impulso foi pensar que se tratava de uma ilusão. Um reflexo de dias e noites de sono picado. Ou um sinal de uma sanidade que se perdia.
Mas, logo ouvi, uma voz infantil exclamando: “Mãe olha o coelho!”
Nesse instante, todos os olhos semi acordados do coletivo se voltaram para aquela aparição inusitada. Por alguns minutos, todos ali sonharam nos movimentos do animal.
Quando me dei por conta de que deveria eternizar, digitalmente, a imagem com meu celular, o veículo reiniciava o movimento.
Mas cena ficou retratada na minha memória.
Talvez, não se deva fotografar os sonhos. Até mesmo os reais…
Por alguns instantes, fomos todos Alice…
05 segunda-feira out 2009
Posted in apenas palavras, cotidiano, crônica ?
Fui fumar o meu costumeiro cigarro na janela e pensar na vida. Foi quando vi uma jovem, sentada no chão, no estacionamento, encostada em uma pilastra. Já passava da meia noite e ela estava lá, sozinha , sob o sereno, com a cabeça entre os joelhos. Quieta. Só se ouvia o som baixo de músicas antigas e melancólicas vindas de algum apartamento vizinho.
Vim escrever esse texto e quando, retornei à janela, ela havia partido.
Talvez, tenha sido apenas um momento passageiro de solidão na vida da moça. Ou, talvez, estivesse esperando alguém. Eu não sei.
Agora, restam apenas, o estacionamento, eu, meu cigarro e a música triste.
01 quarta-feira jul 2009
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Meus olhos ardem. Há uma obra no vizinho que me impede de dormir. São onze horas . Estou de pé desde às oito e trinta. E acordada praticamente, desde ontem. Fiquei sem internet por um dia e uma noite. E o conserto só veio hoje. Pela manhã. Tinha que ser pela manhã…
Eu tinha mais para escrever sobre isso, mas estou meio rabugenta agora…
Que sono…
13 quarta-feira mai 2009
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Deu no Yahoo sobre um dos meus ‘esportes’ prediletos:
Sonhar acordado pode estimular o cérebro.
08 domingo mar 2009
Posted in apenas palavras, cotidiano
Eu não estou aqui para discutir religião, cada um tem a sua e eu respeito todas, mas tem certas coisas que é muito difícil de entender. Vejam o caso da menina de nove anos que foi estuprada pelo padrasto e estava grávida de gêmeos. Não bastando todo o sofrimento pelo qual a criança passou ao ser violentada por alguém que deveria protegê-la, a Igreja Católica , na figura do Arcebispo de Olinda e Recife, se acha no direito de acusar de assassinos a família da menina e a equipe médica que executou o aborto dos dois fetos de quatro meses que a menina esperava.
Foram todos , menos a menina, excomungados. Enquanto nada foi dito a respeito do monstro que violou a própria enteada. Quer dizer, na visão do Arcebispo, pedofília tem perdão mas , fazer algo para evitar a morte ou minimizar as sequelas físicas da vítima não. Deveriam todos terem deixado a menina morrer em complicações de uma gestação ao qual o corpo de uma criança não está preparado para suportar. Ou ainda, prolongar sua dor , por mais cinco meses carregando no ventre as crias da violência abominável a que sofreu. Para que ? Para em seguida dá-los, se sobrevivessem, à adoção. Porque, prefiro supor, que ninguém acredite que ela deveria trocar as bonecas, para criá-los e amá-los como uma mãe normalmente faria. E assim levar,para vida , além de todo trauma a qual passou, a lembrança de que em algum lugar, estariam os frutos da barbaridade a que foi vítima.
Eu não consigo entender uma Igreja que excomunga os que fizeram o que, na minha opinião, era a única coisa certa a ser feita e , passa a mão na cabeça do pervertido que teve relações sexuais com uma criança de nove anos.