refletida em palavras de outros. foi interessante e perturbador. como se, ao olhar para uma pintura feita com um outro modelo, eu enxergasse minha própria imagem.
me vi
01 quarta-feira dez 2010
Posted in apenas palavras, literatura
01 quarta-feira dez 2010
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refletida em palavras de outros. foi interessante e perturbador. como se, ao olhar para uma pintura feita com um outro modelo, eu enxergasse minha própria imagem.
25 segunda-feira out 2010
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Clarice Lispector
imagem de felinogelice.blogspot.com
05 quinta-feira ago 2010
Posted in apenas palavras, ficção, literatura
Republiquei o meu livro. Agora com está com cara de livro de verdade, com essa capa lindona feita pelo Yan e com direito a texto de contracapa feito pelo Rapha.
Pra quem quiser conferir, está à venda no clubedeautores.com.br
07 segunda-feira jun 2010
Posted in apenas palavras, literatura
Um impulso. Tirei daqui palavras antigas, dos tempos de palco e dei a elas papel e capa. Estipulei um valor. Está feito. Um desejo bobo que adiava e adiava e, agora, está feito. Num impulso. Está feito. Está publicado. Não sei se alguém irá comprá-lo, se valerá a tinta e a celulose. Está feito.
Para quem quiser conferir, meu primeiro livro está aqui, no clube dos autores
14 quarta-feira abr 2010
Posted in apenas palavras, cotidiano, literatura
Colega das letras disse :
” Levo minha vida quase como Anäis Nin”
Deu uma invejinha.
A minha, está mais para Clarice Lispector…
29 quarta-feira jul 2009
Posted in apenas palavras, ficção, literatura
- A chuva lavou o céu para que as estrelas ficassem mais brilhantes.
- Meu sapato está molhado.
- E?
- Posso me gripar.
- Ao invés de doença, padecerá de poesia…
28 quinta-feira mai 2009
Posted in apenas palavras, conto, literatura, poesia
“You know what I think? I think that we’re all in our private traps–clamped in them. And none of us can ever get out. We–we scratch and claw, but only at the air–only at each other. And for all of it, we never budge an inch.” (Norman Bates – Psycho)
E depois de vagar pelos quatro cantos, a borboleta, cansada dos céus, pousou na calçada e esperou dias e dias, e mais dias, até secar no cimento. Calmamente.
Mas a criança não queria dormir e contou estrelas até o dourado cobrir o céu. Então, sonhou com o beijo quente do Sol. E acordou adulta.
E os lobos deixaram a caça, beberam àgua na fonte. E devoraram a noite.
Mas a Lua queria ser de novo criança e de tanta birra sumiu, por entre o manto negro do universo. Algum tempo depois, voltava a engatinhar ao redor da Mãe.
E a poeira que surgiu das asinhas brilhantes se espalhou pelos ares.
Mas a alcatéia, impressionada, quis engolir o cintilar do pó .
E a Lua não sabe de nada. Estava escondida no fundo do uivo de seus filhos.
13 quarta-feira mai 2009
Posted in conto, crônica ?, literatura, nostalgia
12-04-2004
O Sonho do Monstro
O Monstro de Frankstein adormecido, sonha com o paraíso retalhado, misturado e costurado.
Com céu cosido com linha prateada, tirada da ponta desfiada da Lua, esburacada e poída.
E caminha lado à lado, com a mais bela criatura de mosaico, feita com as mais belas partes, das mais belas mulheres, que um dia existiram sobre a Terra.
Pisavam em chão de cacos, lascas e pedras que cobrem uma praia bannhada por mares multicor.
O monstro dorme e é feliz.
Ao acordar, só sua colcha patchwork e fragmentos do sonho para remendar…
02-04-2004
Lentes
Eu,míope , tenho óculos que ajudam a minha bolsa enxergar muito melhor.
Enquanto eu, ando por aí, como sub toupeira de visão pseudo perfeita que se recusa a pô-los sobre o nariz e ver como deve-se ver . Para isso, tenho algumas desculpas: eles incomodam, estão com o grau defasado, etc, etc, etc. Questões simples que poderiam ser resolvidas com óculos novos ou um prático par de lentes de contato. A real razão para minha rejeição às lentes, eu só descobri a um mês, quando voltava do cinema, uma das poucas coisas que me obriga à colocar os vidrinhos nos olhos .
Eu saí da sala de projeção e esqueci de tirá-los e fui fazendo o caminho de volta para casa enxergando as coisas como elas são, até perceber o que estava acontecendo. Eu via o mundo nítido como uma foto bem tirada e isso me trouxe um certo incômodo. Descobri assim, que gosto do embaçado, do enevoado, da suavidade irreal, da imagem com ares de quadro impressionista, do clima de sonho que os meus quase dois graus de miopia me transmitem. E então, como no ditado, eu, a pior das cegas, tirei-os, pois não queria ver. Não queria ver as coisas como elas são exatamente. Prefiro a inexatidão que deixa tudo mais belo e mais perfeito. Pois é a proximidade e a precisão que revelam os defeitos que deveriam ser ignorados. Que desmistificam a ilusão e tiram do simples o manto mágico que cobre de brilho ofuscante todas as coisas do mundo .
Se as paisagens são belas porque são vistas de longe,se as estrelas são fascinantes porque não as vemos de perto e se à meia luz tudo é mais sedutor, para que ver tudo à cem por cento, em cores fiéis e alta definição?
Sou muito mais ver o mundo assim : indefinido e misterioso .
Surreal.
Sem lentes corretivas.
Nem lentes cor-de-rosa .
Essas eu deixo para os que enxergam bem …
19 domingo abr 2009
Posted in Ana e Marcos, apenas palavras, crônica ?, literatura
Minhas ficções fugiram da minha realidade. Até meus personagens, Ana e Marcos, me desobedeceram. Estão em algum cruzeiro regado a sexo, drogas, rock e música eletrônica, e se recusam a dar as caras por aqui. Minhas crônicas, surgem agudas e tão rápidas, que nem tenho tempo de escrevê-las. Só os versos não me abandonam. Mesmo assim, não me visitam com a frequência esperada. Acho que as reticências estão ocupando muito espaço…
17 sexta-feira abr 2009
Posted in frases, literatura
“(…) A Coisa é o símbolo. Ninguém sabe o que é. Está em toda parte e não está em lugar nenhum. Assume todas as formas. Pode ser um sentimento, um objeto, uma cor – só tem que ser uma coisa, isto é, um substantivo. Por isso concluímos, há pouco, que aconteceu não era verbo. Onde a Coisa estiver, aí estará o terror.”
Trechos de O Encontro Marcado de Fernando Sabino.
11 quarta-feira fev 2009
Posted in arte, cult, literatura, poesia
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Allan Poe, animação, comic, ficção, humor negro, Lenore, poesia, Roman Dirge

Uma homenagem a um dos meus personagens prediletos. A garotinha fofa aí de cima é uma criação de Roman Dirge, inspirada no poema homônimo de Edgar Allan Poe. As desventuras da menina morta são recheadas de humor negro, envolvendo personagens bonitinhos em um universo macabro.
Abaixo o poema original de Poe :
LENORE
Ah, broken is the golden bowl! the spirit flown forever!
Let the bell toll!- a saintly soul floats on the Stygian river;
And, Guy de Vere, hast thou no tear?- weep now or nevermore!
See! on yon drear and rigid bier low lies thy love, Lenore!
Come! let the burial rite be read- the funeral song be sung!-
An anthem for the queenliest dead that ever died so young-
A dirge for her the doubly dead in that she died so young.
“Wretches! ye loved her for her wealth and hated her for her pride,
And when she fell in feeble health, ye blessed her- that she died!
How shall the ritual, then, be read?- the requiem how be sung
By you- by yours, the evil eye,- by yours, the slanderous tongue
That did to death the innocence that died, and died so young?”
Peccavimus; but rave not thus! and let a Sabbath song
Go up to God so solemnly the dead may feel no wrong.
The sweet Lenore hath “gone before,” with Hope, that flew beside,
Leaving thee wild for the dear child that should have been thy
bride.
For her, the fair and debonair, that now so lowly lies,
The life upon her yellow hair but not within her eyes
The life still there, upon her hair- the death upon her eyes.
“Avaunt! avaunt! from fiends below, the indignant ghost is riven-
From Hell unto a high estate far up within the Heaven-
From grief and groan, to a golden throne, beside the King of
Heaven!
Let no bell toll, then,- lest her soul, amid its hallowed mirth,
Should catch the note as it doth float up from the damned Earth!
And I!- to-night my heart is light!- no dirge will I upraise,
But waft the angel on her flight with a Paean of old days!”
E aqui os 3 primeiros episódios da série de animação feita pra tv:
29 quinta-feira jan 2009
Posted in apenas palavras, literatura, poesia
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Stupid girl
The life is not a fairy tale
No have happy end to you
No romantic scenes
Stupid girl
Your matinné fantasy is a bad screenplay
No perfect man
No dances in to the room
Stupid girl
The reality is hard
But is true
Wake up stupid girl
Just find what you can touch
No more dreams
No more fantasy
No more ilusions
Wake up stupid girl
Wake up now
You are a woman
Wake up now
You are a woman
You are a stupid woman now
Ps: perdoem os possíveis erros de quem tem um inglês ruim.
25 domingo jan 2009
Posted in Ana e Marcos, ficção, literatura
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Ana e Marcos, ácool, faculdade, ficção, I, II, literatura, sexo
II
Acordei com o sol de meio dia batendo na minha cara.”Por que não fechei as cortinas?” E, sozinha. A noite não foi tão boa assim…Tomei um antiácido e voltei pra cama. Era domingo. E domingo é pior que segunda. Aquelas pessoas sorridentes passeando tranquilas, as familias de comercial de margarina e os casaisinhos apaixonados dos anúncios de chocolate. Domingo é puro marketing. Um dia em que todos agem como se estivessem na frente de câmeras. Como se a vida fosse um eterno happy end. Sem contar a tenebro9sa programação da tv. Um castigo para os que não vivem a fantasia domingueira.
Por volta das sete meu celular tocou. Era o Marcos . Tinha um povo reunido na casa de não-sei-quem. Anotei o endereço e tomei um banho rápido e fui. O não- sei-quem dono da casa era um professor gay afetadíssimo, conhecido na faculdade como a devoradora de calouros. A casa estava cheia. Todos já meio bêbados e eu era uma das poucas mulheres no local. Havia o povo do babado, uma meia dúzia de drogadinhos conhecidos e alguns novatos que a devoradora tentava manter sob seus domínios. E o pior que conseguia. O intelecto é uma arma e tanto quando a idade já levou sua beleza embora. Vou ter que me lembrar disso quando tiver quarenta e quiser seduzir menininhos de dezoito… Marcos me apresentou ao anfitrião como sendo sua irmã. “Irmã ?” Nem tinha reparado o quanto éramos fisicamente parecidos.
- Gêmea . – Marcos completou – Eu não consegui decidir quem seria o mais velho – disse ao meu ouvido.
- Tem todos os seus gens , Marquinhos ? - a devoradora perguntou assim, explicando sem explicar. Mas eu entendi muito bem o que queria dizer.
- Todos. E outros … – meu recém irmão gêmeo respondeu com malícia.
O professor me deu um abraço forte :
- Grande família. Imagino como sejam seus pais…
Eu dei um risinho sem graça e inventei que iria buscar uma bebida e voltava. Não inventei de todo, pois fui realmente atrás de álcool só que não pretendia voltar. Marcos foi comigo. Não resisti e alfinetei:
- Marquinhos ?
- Eu era um calouro ingênuo.
- Pelo que o professor disse, não tão ingênuo assim.
- Mulheres nunca ?
- Sempre.
-Homens ?
-Também.
Meu irmãozinho não valia nada. E a-d-o-r-e-i isso. O Marcos me apresentou o lado louco do curso de letras e, também um pessoalzinho de artes. Acabei salvando um calouro gracinha das garras da devoradora . Arrastei o bonitinho pra minha cama. O Marcos ficou lá. Muito ocupado, por sinal, com uma dessas electro-moderninhas de cabelo colorido e bijoux de plástico. Já o meu novato, mostrou que sabia muito mais do que aparentava…
22 quinta-feira jan 2009
Posted in Ana e Marcos, ficção, literatura
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Ana e Marcos, álcool, faculdade, ficção, I, literatura, sexo
I
Era onze e meia quando eu acordei. Uma ressaca daquelas e o despertador apunhalando a minha cabeça. Fui me arrastando até o banheiro,tomei dois analgésicos, a seco e fui tomar um banho. Tentar ficar apresentável. Tinha um compromisso por volta das treze e não queria me atrasar. Enquanto abria o chuveiro pensava em como, depois de quase quatro anos frequentando os mesmo lugares ainda não havíamos nos encontrado. A universidade é grande, mas não é o mundo. E o “nos” em questão sou eu e o Marcos. Alguém que surgiu pela internet, vindo de um outro lugar e de uma outra época. Uma época que, ás vezes, duvido que tenha realmente existido. Mas existiu, e eu estava me preparando pra encontrar com a prova viva disso em poucos minutos. A imagem que eu tinha do Marcos era bem próxima a que eu tinha de mim mesma naquela época: CDF sem óculos, cabelo esquisito,corpo franzino. A diferença é que eu era no mínimo cheinha, pra não dizer gorducha e tinha o rosto coberto de espinhas, ao contrário dele , que ainda mantinha a pele de bebê.Tínhamos os mesmos amigos, gente que eu nem sei se está viva ou morta. Gostávamos de escrever e de cinema. Dividíamos as mesmas salas de aula num colégio pequeno e pseudo liberal para os filhos dos pequenos burgueses , pseudo modernos de uma cidade do interior economicamente emergente. Complexo, não? Mas explica muita coisa. Afinal, fugimos os dois daquele mundinho para ganhar a liberdade. Ele veio antes, com papaí , mamãe e irmãozinho. Nem completou o ensino fundamental conosco. Eu fiquei por lá ainda três longos anos . Até que saí da bolha e cá estou. Se pudessem me ver … Se soubessem…
Tive que pegar um ônibus pra chegar ao lugar do tal encontro e , com todo aquele calor e sacolejo , quase me arrependi por ter convencido meus pais a substituirem o carro zerinho e com ar condicionado que me dariam, por ser uma boa menina e passar pra direito, por um quarto e sala num prédio suspeito perto do campus. E me arrependi de fato, por ter concordado com a hora e o local escolhido pelo Marcos. Ao chegar na praia, a preferida do surfistas daqui, me perguntei se o dito cujo era agora um daqueles parafinados de pele castigada pelo sol e bermuda colorida. Se aquela areia e aquele mar eram a sua casa. E eu , ali , como uma vampira , de preto dos pés a cabeça, com óculos escuros enormes , procurando um quiosque com um nome engraçado . Sentei na areia sem saber se o sacrifício valeria a pena . Comprei uma latinha de cerveja de um ambulante e acendi um cigarro. Fiquei observando aquela gente dourada , o colorido brega das barracas e o dia irritantemente belo. Uma mão tocou o meu ombro.
- Ana?
Era ele.
- Marcos?
E como eu, havia nele apenas lembranças vagas de sua aparência antiga.
- Você está muito diferente. – ele disse com um leve sorriso.
- Eu retribuo o elogio.
Nesse instante nos reconhecemos. Eu dei uma boa olhada nele. Reparei que também não combinava com o cenário tropical em que estávamos: camisa preta com estampa vintage, jeans desbotado , All Stars novíssimos, dois brincos numa orelha só e cabelos ligeiramente despenteados. Também estava de óculos escuros. Ao perceber isso, tirei os meus esperando que ele fizesse o mesmo.
- Por que aqui?- não resisti e perguntei.
- Por que nunca tinha vindo aqui de dia .
- E o que achou ?
- Podia passar sem.
- Vamos sair desse sol ?
- Por favor.
Encontramos um boteco numa rua de pouco movimento. Ocupamos uma mesa mais afastada e entre uma garrafa e outra passamos um resumo de nossas vidinhas. Pra minha surpresa, ele também havia adotado a filosofia do risco calculado . Nada de confusão com a polícia, nada de drogas químicas, nada de sexo sem proteção, nada de bombar na faculdade, nem de arranjar problemas com a família ( afinal, ele pagavam nossas contas) e todo o resto estava permitido. Muito álcool , muto sexo e alguma erva. Essa era a nossa vida . Íamos as aulas o suficiente para não sermos reprovados e mesmo assim tirávamos boas notas. Enganávamos nossos pais inventando estágios imaginários enquanto passávamos boa parte do dia de ressaca. Meu pai achava que eu ganhava meu “dinheirinho” em um escritório especializado em auditoria e o dele , acreditava que o filhinho informata seria o novo Bill Gates. Mal sabia o meu papai , que o meu extra vinha dos trabalhos e monografias que eu vendia para estudantes preguiçosos ou menos favorecidos intelectualmente. Mas, decepção maior seria a do pai do Marcos , se descobrisse que o primogenito trocou a informática por letras e, que o estágio na multinacional era , na verdade, uns trabalhos como web designer free lancer para alguns sites pornô. Mas sejamos racionais: o que ganhávamos com nossas ocupações alternativas chegava a ser quase dez vezes mais do que ganharíamos acordando cedo e batendo ponto. E de algum lugar tinha que vir o dinheiro pras nossas noitadas e não era das mesadas curtas que nos mandavam.
Eramos tão parecidos que chegava a assustar. Alguns amores platônicos, nenhum correspondido, alguns casos e muito, muito sexo casual.
Definindo: promíscuos.
-Viva a santa camisinha ! – brindou já sob efeito da cerveja.
-Viva a santa camisinha ! – repeti .
Estava escurecendo, então , resolvemos pegar o ônibus de volta pro centro.
-Também não tem carro ? – perguntei.
-Tenho, mas quase não uso por causa do sistema .
- Que sistema ?
- Depois que eu quase bati, criei um sistema : só saio de carro quando eu tenho certeza de que não vou beber e, para garantir, que eu não pegue o carro chapado, as chaves ficam numa caixa com cadeado de senha.
- Você tá brincando ?
- Não.
- Sério?
-Sério.
E explodimos em gargalhada. As pessoas na condução sem entender a razão de tanta graça. Nós mesmos eramos a piada e a platéia. No centro, paramos em outro bar e lá encontrei conhecidos que me falaram de uma chopada que ia rolar mais tarde. Garrafas depois, e lá estava eu e meu velho amigo recém reencontrado na nossa primeira balada juntos. Nos perdemos em seguida, entre uma boca e outra.