Sou da espécie que perambula pela noite. Gente que troca noite pelo dia. Se alimenta de álcool e bocas. Volta para casa assim que o Sol desponta. E ,ao menos parece, que vai ser jovem para sempre.
A noite da minha mente me distanciou dos que carregam no sangue, as máscaras e o palco, a coxia e o aplauso . Então, neste momento, afastada da minha família de alma, me aproximo de um novo clã. São novos códigos e novos hábitos para aprender. Ainda uma sensação de ser visitante. Uma convidada que ainda aguarda aprovação.
Não me esqueço nunca de onde vim e de que sou feita. Sei que me sinto em casa quando estou entre o povo que vive de fantasia e, tento, aos poucos, diminuir o espaço que criei entre mim e eles. Porque sempre seremos nós. Mas, também estou em busca de novos mundos. Tantas famílias para eu conhecer…
Afinal, nós, que vivemos á noite, sabemos muito bem : Tudo é festa.