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Sei que estou velha demais para tantos medos. Sei que deveria ser segura e ter atitude. Sei que eventos da minha vida louca fazem com que eu pareça o que na verdade não sou. Eu provoco.Provocações são brincadeiras para esconder verdades que prefiro manter longe de olhares curiosos. Sim, eu sou muitas. Porém, para me conhecer por inteiro, é preciso preencher as reticências. Ler nas entrelinhas. Entender que minhas meias palavras revelam mais do que as besteiras que digo com todas as letras entre um copo e outro.  Que meu passado platônico ( e meu presente ídem) me fizeram viver duas vidas. Uma de carne, saliva, suor e desejos imediatos, para uma platéia que assiste esta  clown desvairada . Outra que guardo para mim em silêncios e fábulas. Sou platônica, admito. E o problema de ser platônico, é que depois de um tempo  se percebe que não pode sentir ciúme. E passa a não sentir. Se percebe que a única  decepção que pode sentir é com si mesma, por cometer o mesmo erro e cair na mesma armadilha. Ser platônico é querer o outro por perto, nem que seja como amigo . E sendo amiga  de verdade. Torcendo junto, curtindo junto. Emprestando o ombro se for preciso. Eu já me acostumei com esta minha sina . E não reclamo. Grandes amizades foram feitas dessa maneira, algumas pra vida inteira. E agradeço ao destino por isso.

Mas, as vezes, me dá uma vontadezinha de que fosse diferente ao menos uma vez …

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