E uma mariposa prateada pousou na beirada da janela. “Não toque nisso” pensou a menina, lembrando do que os antigos diziam sobre o poder cegativo das asas de mariposa.

E a menina ficou observando o bater e fechar das asas.

A mariposa foi em sua direção e pousou bem na ponta de seu nariz.

A menina,  ficou estrabicamente hipnotizada pela criatura, que de perto, parecia ao mesmo tempo, assustadora e fascinante.

E a mariposa lançou, em seus olhos, um pó de prata, que ao contrário do que diziam os mais velhos, ao invés de lançá-la a cegueira, deu-lhe o dom  de ver o que antes era invisível…

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