Eu não desejava ir, mas quis e  fui. Não desejava fazer, mas quis e  fiz. Não me arrependo. Eu quis me enganar. Acreditar que tudo podia ser esquecido. Que tudo não passava da falta muito, muito prolongada do contato pele à pele. Conscientemente, eu sabia que seria só satisfação momentânea e esquecimento passageiro. E que depois, eu voltaria sozinha pra casa e tudo voltaria a ser como antes. Ou pior. Prazer casual não traz amnésia, muito menos preenche o vazio que carrego. E o vazio ampliou suas fronteiras e a lembrança se tornou mais aguda.

Me perguntam por que estou sempre sozinha e por que quase não fico com ninguém. Aí vai minha resposta: porque  as pessoas que cruzam o meu caminho apenas me desejam. E , apenas para um rápido momento. E não é isso que eu quero. Isso não me satisfaz.

E eu ando tão cansada de esperar por pessoas que não me querem, romances que não acontecem… As vezes me pergunto, se não seria mais fácil, eu aceitar o superficial que a vida me oferece. Talvez eu não tenha mesmo nascido para o amor. Talvez, eu devesse tentar ser assim, mulher pra uma noite. Talvez, essa seja a minha única opção. Eu não sei… eu não quero… Eu não quero aceitar que eu só possa ter isso ou nada…

Eu não quero desistir de ter afeto, respeito e carinho. Eu não posso desistir. Posso até me conformar com minha solidão. Mas não posso acreditar que não seja possível eu ter, em algum momento, um relacionamento de verdade, com alguém que retribua meus sentimentos.

Enquanto isso vou me apegando a romances platônicos. “amores inventados” e não vividos…

Eu sinto um vazio que dói. Dói muito.

Estou tão cansada dessa minha vidinha estúpida…

Preciso chorar…

Mas o show tem que continuar.

Só não sei até quando conseguirei manter o sorriso no rosto.

Preciso chorar…

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