Ela fumou, na janela, o último cigarro da noite, como sempre. Escovou os dentes para tirar o gosto de cigarro, como sempre. Como sempre, foi deitar, antes que os primeiros sinais do Sol surgissem entre os prédios. Mas desta vez, ao invés de se encolher no canto da cama, feito bicho acuado,procurando alguma proteção no contato com a parede. Ao invés, de se enrolar com força nas cobertas, buscando acolhimento, ela dormiu solta, feito criança. Como se fosse envolvida por um abraço invisível. Como se houvesse recebido um beijo de boa noite…

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