E ela sentia um vazio imenso. E do tamanho do vazio era sua voz. Uma voz que de tão grande, ninguém ouvia. E ela cantarolava canções tristes. Mas nem eco sua voz fazia. Era como emtir sinais ao universo à espera de um sinal vindo de alguma galáxia distante. Até que um dia, ela ouviu em resposta, um sussurro. Tão acostumada com o silêncio, ela pensou que a outra voz era fruto de seus pensamentos. E o sussurro continuou e continuou, até que um dia, ultrapassou seus ouvidos e falou direto ao coração. A outra voz, também cantava tristezas e também não era ouvida por outras pessoas. Era uma voz distante. E, à distância, passaram a manter esse diálogo,sem que ninguém notasse. Numa língua que ninguém conhecia. Como sobreviventes de uma raça em extinção…

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