E eu ando em labrintos. Às vezes, na mão, uma lanterna, ou uma vela, algo que possa iluminar o caminho de outros. Algo que faça eu ser encontrada ou que me ajude a achar uma saída. Mas, sempre, perdida. Nas últimas vielas, fui encontrada por mais uma alma errante. Uma possível companhia na busca por uma saída. Então, mesmo perdida , tive a sensação de não estar só. Mas, entre uma curva e outra, um beco e outro, percebi que minha parceria de jornada também se perde mim. Como um vulto, um fantasma, que num piscar de olhos, não está mais lá. Ouço ao longe seu chamado. E o som vem das entranhas do labirinto. Não sei se posso ir ao seu encontro. Os caminhos tortuosos por onde anda parecem ainda mais escuros do que os que já percorri. Sinto, que se for a sua procura, poderei cair em algum poço sem fundo, e me perder ainda mais… Mantenho minha luz acesa e no alto para que possa me encontrar, ou se encontrar. Canto para que possa se guiar pela minha voz. Sua companhia é desejada. Mas, eu não posso tentar te seguir pelas trilhas irregulares por onde anda. Eu não posso ir tão longe labirinto adentro…
Siga minha voz e buscaremos juntos um caminho…
Enquanto isso, continuo minha jornada…

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