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Da sacada, a colombina observa uma lua grávida. Ouve os latidos de cães vizinhos para algum fantasma assustado. Escuta, também, uma batucada bôemia vinda de algum boteco na redondeza. Sente um surdo desencontrado com as batidas de seu peito. Seu coração bate num ritmo que é tocado em outras rodas. Um ritmo encontrado apenas em uma esquina bem distante…
Ela abre suas mãos e sopra delicadamente purpurina no ar. Pede à lua que leve, com a ajuda do vento, o pózinho brilhante para cobrir de sonhos a noite do pierrot…

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