O céu hoje é de algodão encardido
Pingando sobre à noite como goteira fria
Infiltração num telhado antigo
A cidade é como casa velha
Com suas correntes de ar
E seus fantasmas errantes
Sussurrando o passado
A cada esquina, uma porta
Uma dobradiça enferrujada
Gemendo a solidão dos que passam por ela
Em cada luz acesa, uma rachadura
Uma trinca que nunca se fecha
E torna exposta às intempéries
A alma dos que não sonham

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