Quando foi que fui marcada? Quando foi que essa amante possessiva chamada solidão me escolheu. Essa carcereira sádica que abre a porta, mas que nunca me deixa passar do batente. Estou cansada dessa prisão em mim mesma. Das noites vazias. De voltar pra casa sozinha e ficar na companhia apenas de meus pensamentos. Estou cansada de apenas pensar e nunca ser pensada. Estou cansada de alimentar esperanças que se desfazem na primeira brisa. Eu estou tão cansada… E o que desejo, para muitos, parece tão pouco… Mas para mim é tão precioso… E essa solidão ciumenta que não sai do meu lado… E eu precisando de um pouco de compreensão e afeto. De respeito e carinho. Estou tão cansada… Vai embora solidão, sua companhia não me serve. Vai embora e me deixe aqui sozinha…

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