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Depois de ver a sombra de um possível pierrot se desmanchar com a primeira chuva fina, pois a fantasia era feita de papel. A colombina, no escuro e sozinha, procura nas nuvens rosadas desta madrugada, algum sinal de uma chuva forte. Uma tempestade que lave, de vez, as sobras do traje que cobrem a calçada, que tire do cimento os borrões coloridos que lá ficaram depois que o encanto se desfez…
A colombina recorda, em silêncio, as marchinhas e os sambas que cantarolava enquanto pensava no pierrot de crepom. Eram versos sinceros de uma colombina que não deixa de acreditar em carnaval. Mesmo que ainda não tenha encontrado o seu parceiro de baile…
Em algum lugar, há um surdo resistente, batendo num compasso que só a solidão do desencontro conhece… Há um surdo que bate no compasso do coração da colombina… Um dia, os blocos se cruzam e o ritmo será um só…

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