Uma lua imensa surgiu por trás dos edifícos, quando o sol mal havia acabado de se recolher. Uma esfera magestosa e luminescente que me hipnotiza. Feiticeira, que me traz o desejo de sair. Um desejo primitivo de ser a própria noite. O uivo do lobo. Os olhos que brilham à espreita. O voo na escuridão…
Há uma noite eterna, cativa dentro de mim, que essa lua mística convoca. Eu posso sentir. Nesse instante eu sou a noite. Eu sou a noite e não quero amanhecer…
Minha Deusa de Prata, sou sua filha e ouço o seu chamado.

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