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O camafeu em formato de coração, já reparado de seus últimos arranhões, foi retirado de seu esconderijo. A colombina voltou a carregá-lo, reluzente, em seu peito. De instante à instante, abre o enfeite para guardar uma estrela, um brinquedo, uma conta colorida,um par de brincos perdidos, um pinguim de pelúcia, um gesto de solidariedade, um sorriso sincero, uma canção do rádio, algumas xícaras de café, novas amizades, um filme, uma dança, algo que leu, algo que ainda não escreveu, passarinhos, gotas de chuva, algumas folhas, borboletas, um céu azul, um perfume, um doce, noites em claro, noites em sonho, a lua, o sol, pessoas…
O camafeu da colombina, tão frágil e, aparentemente, tão pequeno, é capaz de guardar a imensidão…

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