Fui fumar o meu costumeiro cigarro na janela e pensar na vida. Foi quando vi uma jovem, sentada no chão, no  estacionamento, encostada em uma pilastra. Já passava da meia noite e ela estava lá, sozinha , sob o sereno, com a cabeça entre os joelhos. Quieta. Só se ouvia o som baixo de músicas antigas e melancólicas vindas de algum apartamento vizinho.

Vim escrever esse texto e quando, retornei à janela, ela havia partido.

Talvez, tenha sido apenas um momento passageiro de solidão na vida da moça. Ou, talvez, estivesse esperando alguém. Eu não sei.

Agora, restam apenas, o estacionamento, eu, meu cigarro e a música triste.

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