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A Colombina está sentadinha no sofá da sala, fumando o seu cigarro. Olhando o pedaço de céu de algodão encardido, que a janela emoldura, nesta madrugada. A brisa faz música com os sinos dos sete ventos e não há mais nada para se ouvir. A Colombina está em paz. Uma paz incomum. Ela, por um instante, lembra da calmaria que antecede às tempestades. Mas, a paz a impede de levar o pensamento adiante. Ela quer apenas aproveitar o momento tranquilo.
Ficar em paz…
Até que surja a primeira gota…
Até que surja o primeiro trovão…
Hoje a Colombina não quer pensar…
Pois a mente da Colombina é um furacão…

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