Coisas sobre mim:

É difícil pra mim, me expor. Expor meus sentimentos e minhas emoções. Fora as  coisas que escrevo, normalmente meu afeto se demonstra estando presente , pela ajuda que ofereço, pelas palavras de incentivo, um ombro que empresto, um conselho ou um elogio sincero na hora certa. Se eu digo que adoro, é porque realmente adoro muito. Nunca é só por dizer.

Quase não falo sobre mim, não sobre as coisas que realmente são importantes. Só deixo que entrem no meu mundinho particular aos poucos. E se alguém consegue ultrapassar os muros desse reino confuso, mesmo que só  até a entrada, poderá ter a certeza, que faz parte um minoria bem seleta. Com o tempo, talvez, as portas dos castelo se escancarem  e  poderá me conhecer por inteiro.  E verá o caos ambulante que eu sou.

Mas isso não é escolha minha. Sou um bicho do mato. Insegura até a raiz dos cabelos. Não que eu não confie nas pessoas, eu não confio é em mim, não confio na vida.  A vida já me deixou sem chão algumas vezes. E eu me acostumei a não ter chão. A não me apoiar em nada porque assim a queda é menor.

Eu sou esquisita mesmo, talvez, por isso, eu me esconda.

E eu já estou me contradizendo, escrevendo aqui.

Tinha me prometido escrever menos e viver mais.

Mas acordei com essa vontade.

Foi mais forte que eu.

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