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Ela estava no trem. Não sabia pra onde ia, nem por que ia. Seu destino era a última estação.

Ficava olhando cada mudança na paisagem, como quem assiste à um filme. Às vezes, admirada. Às vezes, tomada pelo tédio.

Era só ela, a bagagem que trazia consigo, o balanço da composição e o mundo lá fora.

De repente, entre uma estação e outra, ela viu algo que a fez querer descer. Mas ali, ali não tinha parada.  E ela percebeu, que logo, o que havia visto ficaria pra trás.

Levantou de seu assento. E,  carregando apenas a menor, porém, a mais preciosa de sua malas, correu em direção ao último vagão.

Ela não sabia para onde ia, nem por que ia. E, também, não sabia o por que  de querer ficar naquele lugar.

Por um instante hesitou.

Mas uma vozinha, lá do fundo da sua alma disse: “Não pense. Pule!”

E ela pulou.

Sem se importar com alguns arranhões conseguidos na queda, ela foi caminhando em direção ao que havia chamado a sua atenção.

Ela agora, também não sabia  pra onde ia e nem por que ia.

E levava consigo apenas o mais essencial.

Ela não sabia pra onde ia e nem por que ia.

Mas agora, estava do outro lado da janela…

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