Toda madruga,quando tenho por companhia
Apenas os cigarros e a noite fria
Lembro e decido
Que tenho que parar com essa mania
De me agarrar à paixões platônicas
À amores não correspondidos

Ordeno-me
À me entregar à realidade
Ao que eu possa tocar
Sentir na pele
A pele…

Mas surge o sol
E com ele o sono
E quando Morpheu me liberta
Já não recordo o que decidi
Me perco em devaneios e utopias

De tempos em tempos,às vezes, muda-se
Em meus delírios
Personagens e cenários
Mas o enredo é sempre o mesmo
Nada muda
Muito menos,o final

Depois que o sol nasce
Depois que Morpheu me liberta
É tudo igual…

E toda madruga,quando tenho por companhia
Apenas os cigarros e a noite fria
Lembro e decido
Que tenho que parar com essa mania
Mas…

Talvez, não devesse dormir…

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