Havia escrito que não mais haveria recados e indiretas, mas algo deixou de ser dito e, como alternamos entre silêncios constrangedores e discussões bobas a respeito de coisas sem a menor importância, talvez, esse seja o melhor meio de eu dizer o que preciso, sem que a mensagem se perca no caminho.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

Frase bonita porém irreal.
Você não é, nem nunca foi responsável pelo que eu senti.
Você nunca provocou minhas dores, nem minhas lágrimas.
Quero que saiba, que o que dói não é gostar de você. Nesse sentido, gostar de você foi (ou é) bom.
O que dói não é gostar de você. E sim, me repetir na mesma situação. Me apegar a algo que não vai se realizar.
O que dói não é gostar de você, é a solidão em que acabo me colocando. E nisso, não há nada relacionado à você.
Se algum dia eu chorei, saiba, que não chorei por sua causa.Chorei pela minha.
E eu precisava que você soubesse disso.
Que eu “sou confusa e minhas palavras se contradizem”. Que às vezes exagero na alegria e exagero também na tristeza.
Mas que não,não atribuo minhas mágoas à ninguém. Essas são só minhas. Eu mesmo as crio.
Lembre-se “Minhas palavras, às vezes, exageram.” E não é porque eu seja dramática em alguns momentos em minhas atitudes e em meus escritos, que minha vida seja um drama. A minha vida é como a vida de todo mundo. Com altos e baixos. Eu apenas amplifico aqui ,os baixos principalmente, porque me rendem melhor inspiração. Sem contar que, alegrias não precisam ser exorcizadas. Eu prefiro guardá-las pra mim ou dividí-las com as pessoas que estimo de uma outra forma.
E é por isso, que contradizo o que escrevi antes , deixando esse recado.
Ao assumir a minha responsabilidade pelo que vivo, me liberto. E ao me libertar, demonstro a você, que nunca te atribui o peso que porventura eu tenha carregado.
Espero que tenha compreendido.
Espero também, que da próxima vez que eu precisar esclarecer algo, eu tenha abertura para dizer diretamente. E o mesmo vale para você.
Te quero bem e feliz.

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