Eu nunca sei como devo me aproximar
E se, devo assim, chegar perto
Eu nunca sei se me quer ao seu lado
Ou se prefere uma distância diplomática
Eu nunca sei…

Eu quero estar presente
Mas não sei se é incômoda, a minha presença
Se qualquer gesto, é uma invasão
Eu nunca sei
E por isso apenas observo
E por isso guardo
E por isso paraliso
Me omito
E me afasto

Eu desejo o teu desejo
Eu desejo a tua pele e teu cheiro
Eu desejo o teu corpo inteiro
E é tão difícil  me manter longe e quieta

E eu  desejo, ainda mais, o teu sorriso
E me parece, que o tem mais frequente
Quando está longe de mim
Mas eu nunca sei
Nunca sei quando estou certa ou errada
Eu nunca sei

Eu nunca sei
E por isso apenas observo
E por isso guardo
E por isso paraliso
Me omito
E me afasto
E assim acabo
Cada vez mas distante
Seja do estimado amigo
Seja do desejado amante

Uma distância diplomática
Em preto e branco
E eu querendo tons mais iluminados e vibrantes
E eu querendo um pouco de cor…

Mas, talvez, seja essa a sua vontade
Essa fronteira em tons de cinza…
Mas eu não sei
Eu nunca sei o que você quer…

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