Preciso preencher meu tempo. Algumas doses de distração imediata. Joguei meus dados,talvez, uma última vez. Duplo zero. Duplo zero. É um fato. Joguei meus dados,talvez, uma última vez. Duplo zero. Duplo zero.
E você, caro amigo, pierrot arlequim endiabrado, guardou os seus. Duplo zero. Duplo zero. I’m “Uninvited“. Eu chego até ouvir, essa música datada. Volto a ser a menina boba e escuto cada verso na tua voz. Joguei os dados,talvez, uma última vez. Duplo zero. Duplo zero. Me resta apenas gastar e gastar e gastar e gastar essa inspiração na esperança que ela seque mais rápido. Usar todas as palavras em torrente até que não reste mais nenhuma. Joguei, meus dados, talvez, uma última vez. Duplo zero. Duplo zero. Espero que essa fonte se esgote logo. Para meu alívio. Para seu alívio. Entenda, você é um bom muso. Mas eu preciso mais de vida, do que de palavras. Duplo zero. Duplo zero. Preciso preencher meu tempo. Nem que seja por números escritos em giz. Joguei meus dados, talvez, uma última vez. Duplo zero. Duplo zero. Será que se eu permanecer escrevendo e escrevendo e escrevendo… E as palavras e as letras se esgotarem, o que eu sinto também acaba?

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