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Muso, eu sou Colombina, não sou Arlequim. No momento, posso jurar, não pretendo roubar-lhe o coração. Ele é seu. Se o tem trancado, se o mantém escondido, isso não cabe à mim questionar. Ele é seu. E cada um sabe, ou não, o que faz com seu próprio coração. Ou o que deixa, ou não, o coração fazer com si mesmo.

O que venho, insistentemente, pedindo, é que devolva o meu.

Mesmo que comigo ele não seja muito obediente, essa Colombina, ainda acredita que, em algum momento,  possa surgir outro personagem que tenha alguma estima  por esse coração esquisito.

Como eu poderei dividir com alguém, os cuidados e alegrias desse órgão teimoso, se ele não está em minha posse?

Eu tento substituir esse coração maltratado, por um camafeu de mesmo formato. Mas, esse camafeu vive aberto. Expõe o vazio imenso que o verdadeiro coração deixou…

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