Eu vivo prometendo um último texto, um último recado… Não é mesmo, Sr. Iluminado das bochechas rosadas?

Mas, isso acaba ficando na promessa…

Eu acabo escrevendo, na esperança de ao gastar a última sílaba de inspiração, eu gaste também, esse sentimento já cansado. Eu gaste também, a memória…
Como eu já escrevi, sei que não terei uma parte do seu coração, por que este você não quer dividir com ninguém.
Eu quero apenas o meu coração de volta.
Porque,enquanto ele estiver em sua posse, acompanhando seus passos, sofrendo com os seus tropeços, eu não poderei entregá-lo à quem surja disposto a aceitá-lo.
Eu quero muito te esquecer.
Mas,você não facilita as coisas para mim, ao me lembrar que me recusa.
Isso já foi entendido. Já foi aceito.
Ao fazer questão de recordar que não me quer, só me traz à superfície, o quanto eu te quero…
Se você não divide o coração com ninguém, muito menos comigo, me deixe em paz, para que eu te apague da memória. Para que eu tenha meu coração de volta. Para que eu possa gostar de alguém novamente…

Não exponha a ferida.

Me deixe em paz…

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