O que é ruim, não é a desistência, nem essa resignação passiva que  venho aceitando como sentença. E sim, essa pequena gota brilhante de esperança inútil, que a qualquer vacilo meu, se expande. Esse doce veneno.

Se eu pudesse, fazê-la evaporar, a cada tragada no cigarro. Se eu pudesse transformar esse sentimento em cinza, como o papel e o fumo, até que sobrasse apenas um pedaço espumoso e amassado. Uma ponta descartável esquecida no cinzeiro. Mas os cigarros não acabam e nem sinal dessa esperança vã diminuir…

E eu tento racionalizar o irracional, fico buscando, sem sucesso, respostas que convençam. Tento compreender porque é tão difícil te esquecer.

E só encontro essa gota brilhante, essa luzinha persistente…

Essa luzinha teimosa…

ao menos, Muso, enquanto eu não encerro de vez, esse capítulo, você ainda me rende profunda inspiração…

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