Eu fico escrevendo e escrevendo e escrevendo… e, na ilusão de que não seja um monólogo, acabo procurando em qualquer sinal, qualquer palavra sua, algum indício de resposta. É meio sem sentido, isso. Acabo sempre com a impressão de uma interpretação forçada para caber no que eu gostaria de ouvir.
Eu preciso que saiba, que nunca quis que meus sentimentos pesassem sobre você, como escreveu a Clarice Lispector . No fundo, a minha expectativa era apenas ver o que acontecia. Até porque, levando-se em consideração a minha biografia sentimental,de fracassos antes mesmo da tentativa, isso já seria um passo adiante. Se viesse algo depois, já seria, além do esperado. Mas, a minha forma esquisita de levar as coisas, acabou deixando tudo parecido com uma poesia deprê, um samba-canção antigo de dor de cotovelo.
Não que escrever sobre você, que usar toda essa inspiração, seja ruim. Muito pelo contrário. Como já disse aqui, dos meus musos até o momento, talvez, você seja o melhor. Porém, deixei que as palavras virassem uma cela. Deixei que elas me prendessem, me paralisassem. E tudo ficou só aqui, em prosa e verso. E não se vive palavras. Por mais que eu escreva, elas não substituem a sensação de aproveitar da vida. De usufruir cada instante.

(Aqui entrava um trecho em que eu explicava como tenho a certeza do quanto você tem maturidade e caráter. Dizia o quanto te quero por perto também como amigo. Só que por dar voltas fora do assunto, acabei retirando. Se algum dia interessar, eu te mando)

A verdade, é que no fundo, apesar da minha idade e da banca que tento botar, eu sou uma menina insegura, que gosta tanto e tanto de você, que não soube como agir. E, com os rumos que as coisas tomaram, sei que seria muito, eu te pedir uma chance.

E eu só queria (ainda quero) ver o que acontece…

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