Tags

É… vou aproveitando esses últimos dias pra gastar a inspiração. Não que isso seja um despedida, nem nada. Mas, racionalmente pensando, o que não aconteceu em mais de um ano, provavelmente, não vai acontecer em três dias. Então, quando surgir o primeiro dia do próximo ano, a Colombina, terá que deixar de lado Pierrot-arlequim das bochechas rosadas, para quem sabe, um dia, encontrar um outro Pierrot, ou um outro personagem, ou melhor, um outro alguém.

Não me leve a mal, você nesse tempo todo, foi um grande muso, talvez o melhor, mas eu não posso tê-lo apenas como muso. Pessoas não querem apenas musos, querem outras pessoas. E eu preciso abandonar essa esperança que me prende à você. Eu preciso viver, sabe. E no meio de meses de mal entendidos, algumas provocações e um universo de palavras.  Nessa história, de vivido de verdade, foi quase nada, ou nada. Eu te coloquei num pedestal. E, agora, vai chegando hora de te tirar de lá.  Talvez, ao me libertar dessa esperança, de certa forma, pode ser também, que eu te liberte. Não de mim,porque acho que nunca esteve ligado à mim. Mas da condição de muso, de personagem. Te liberte, ao menos, das minhas palavras.

Não me leve a mal não, viu, senhor iluminado. Eu ainda vou continuar querendo o seu bem e torcendo pelo seu sucesso e felicidade. E, por um tempo, ainda adorarei ver sua cara rosada, ou bancarei a menina idiota quando você estiver por perto. Mas, tentarei sempre repetir mentalmente, como um mantra, que você nunca ficará comigo. E tentarei lembrar de olhar ao redor, pois poderá haver alguém queira ocupar um espaço no meu coração. E se não tiver, tudo bem, uma hora aparece. Na base da tentativa e erro, de repente, eu acerto.  Basta eu estar disposta. E é isso que preciso fazer.

Vai se  aproximando o fim de uma história pensada, sentida e narrada, que nunca foi vivida. E, sem clima ruim de despedida, eu desejo muito, que em algum momento, possamos, enfim, nos  tornar amigos de verdade…

.

.

.

E sob o sol ainda sonolento do primeiro dia, a Colombina irá soprar ao mar, confete e purpurina, com o desejo, não de um fim, mas de um novo começo…

Que as ondas tragam pra ela, mudança…

.

.

.

Anúncios