Eu escrevo Colombina em terceira pessoa, como se fosse uma outra coisa, uma invenção, uma idéia. Mas a Colombina,não é criatura. A Colombina é a criadora.

(às vezes, queria que não)

Quem ouve a história nem imagina
Que ao avesso da história,
Esta Colombina,
Foi cair em paixão pelo Pierrot
E este, sem adversário,
Neste conto ao contrário,
Fez de si mesmo um Arlequim
Roubou da Colombina,o coração

Quem ouve a história nem imagina
Que na realidade da história
Não há de fato,Colombina
Não há nem mesmo um Pierrot
Não há confete, nem serpentina
Apenas pessoas
Homem,mulher
Carne,osso e a sina
De uma quase poeta,
Quem em versos bobos
Tenta dizer o que sente…

Tantos personagens, nomes e disfarces.
E, no fim das contas,apenas eu…

e por não saber o que fazer, escrevo…

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