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A Colombina,como sempre solitária,fuma seu cigarro da sacada e pede,não à distante lua, e sim à terra, quatro andares abaixo, um novo amor. Que seja um amor de carnaval, cinzas, ou que dure o quanto houver amor no calendário.

A Colombina pede à terra, quatro andares abaixo, um amor que faça ela esquecer esse amor que agora sente. Um amor que seja possível. Um amor,mesmo que breve, que seja concreto. Um amor que se faça de palavras ditas, risos e toques. Um amor onde haja talvez e a probabilidade de um sim.

Porque este amor,que agora a Colombina sente,é feito de palavras escritas, silêncios e ausências. Este amor, que a Colombina sente pelo Pierrot das bochechas rosadas, é um amor onde há apenas não…

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