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E a Colombina está sentada sobre um tapete  flutuante. Ela tricota um manto de algodão macio e quente,para acolher um coração cansado. Ao seu redor, a gigantesca parede circular de um ciclone de estrelas, folhas, flores e frutos.De borboletas. De nuvens, chuvas e sóis. De vários arco-íris. Um ciclone de um poder imenso e calmo. Veloz e silencioso. E a Colombina, em seu tapete, é levada junto, livre e forte. Pois ela é também o ciclone, mesmo sendo Colombina. E ela deixa um pouco o tricô de lado. Com o começo de manta sobre o colo, acende um cigarro. E, enquanto a fumaça de seus lábios se mistura às estrelas, folhas, flores , frutos, borboletas, nuvens, chuvas, sóis e aos arco-íris, a Colombina observa, através de uma redonda e ampla abertura sobre sua cabeça, a beleza de um céu limpo e, inesperadamente, esverdeado…
E o ciclone se move lentamente, tendo a Colombina flutuando em seu olho…

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