Me dei conta,que eu sou o que escrevo. Que essa autora/personagem que tem  a imagem que quem me lê me dá, é meu eu  mais verdadeiro. Não é meu rosto, peso, altura,RG,profissão, conta bancária. São minhas palavras que dizem quem eu sou. Cada letra, cada frase, mesmo curta, contém mais do meu DNA  do que vários fios do meu cabelo,espiralados  feito minhas idéias. Do que litros do meu sangue que dá voltas e mais voltas num labirinto de túneis entrelaçados e únicos, como meus sentimentos. Bombeados por esse coração resistente como a minha vontade de viver, ao invés da grande maioria, que anestesiada apenas  sobrevive.

Me dei conta, que conheço também, mais de autores/personagens cuja a imagem e detalhes cotidianos,são frutos da minha imaginação, do que conheço, muitas vezes, de pessoas que estão ao meu lado. Assim entendo e sou entendida, por palavras…

Isso pode não fazer de mim, uma escritora ou especialista literária. Mas, me faz mais humana.  Porque cada palavra que escrevo ou leio, é um pedaço de mim ou de alguém. Toda palavra diz que  há um coração, uma mente, uma alma. Toda palavra diz: há uma pessoa que sente, que pensa, que vive…

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