E a madrugada se congela no ruído lento da chuva fina. Todos dormem, menos eu e a TV no apartamento do prédio em frente. Todos dormem o sono solto dos que despertarão daqui a poucas horas. Estou acordada e todos dormem. Como no trecho da música que tenta dizer o que é o amor. Mas, o que é o amor? Isso que não se vê, nem se toca? Isso que todos buscam como se fossem à procura de um tesouro escondido? O que é isso, que se algum dia for de fato explicado,talvez deixe de ser o que é? O que é o amor? Deixo essa pergunta sem raciocínio, nem reflexão. É tarde para questões profundas. Todos dormem. Essa é uma questão profunda demais, feito a aura no meu peito de um coração, que às vezes sinto, que caberia o mundo. É tarde. Todos dormem enquanto mais uma ponta de cigarro é apagada no cinzeiro. É tarde. Todos dormem enquanto a madrugada congela no ruído lento da chuva fria. Para descongelar assim que surgir o toque dos primeiros despertadores…

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