Ontem um amigo dizia que não gostava de deixar nada mal resolvido. Que a vida, cedo ou tarde, trazia o assunto de volta e da maneira mais difícil. E ele estava certo. Essas pontas soltas que a gente deixa pelo caminho, uma hora se enroscam nos nossos pés e não nos deixam caminhar. Mas…
Meus assuntos pendentes são tão enrolados. Como se dá desfecho à algo que nem início teve? Algo que não foi além de sentimento no meu peito, muitas palavras na tela e alguma imaginação?
Só sei que queria logo um novo amor, uma nova inspiração, para não acabar recorrendo à você quando sinto vontade de pensar em alguém…
Essa não história, como eu chamo, não vai ter fim, não é mesmo?
E não sobrou nem diplomacia, nem amizade. Não sobrou nada, além de silêncio. Uma pena…
Quem sabe, o acaso continua me ajudando a não esbarrar com você pelos corredores… E assim, a sua imagem vá sumindo, sumindo, sumindo… Até que suma da minha mente. Quem sabe?
Só sei que coisa mal acabada, mesmo que não começada, é uma merda. E eu queria que fosse diferente. Mas…


Cadê o próximo que não chega?

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