Depois do batente, a cerveja. Das latinhas do ambulante da praça dos estudantes. Trilha mental “Don’t let me down”. Em seguida, da frente do bar GLS, que essa noite estava com a audiência do rock bar ao lado, por roubar a banda que tocava lá todas as quintas. Trilha pública, de Beatles à The Police, de Secos e molhados (um inusitado “Sangue Latino) à Bon Jovi. Passando por Audioslave até fechar a noite com “Last Kiss” e uns poucos versos de um vocalista, já rouco, de “Mercedes Benz”. No terminal rodoviário, outro ambulante trocou o funk por uma estação flashback e uma senhora Turner cantava algo que não sei o nome. Ao fim de mais uma noite de álcool e distração para uma mente cheia coisas e um coração repleto de espaços, cumprimento pelo nome o motorista de um ônibus vazio. Nos ouvidos, Jim canta sobre uma mulher de Los Angeles enquanto uma lua me sorri o sorriso do gato da Alice. Ainda não sei se ria para mim ou se ria de mim. Gato-lua debochado. Sonso… Nessa altura, cansada, já nem quis saber. Foda-se. Ou melhor, “Burn!” como o que gritava o cantor nos fones. Mais uns passos até o prédio. Enfim, o descanso. O sorriso do gato aproveitava seus últimos instantes de brilho… lua estranha…

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