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Não tem engano não
É só mais um clichê
Não tem mal entendido
Quando entende
Que o que eu sinto é por você

É que toda colombina é burra
Mesmo eu, que não queria ser
É que toda colombina é cega
Vê pierrot em arlequim pra se contradizer

Como num conto de carnaval

Sem confete
Nem serpentina
Só amor de colombina
E um coração

Sem tambor
Sem tamborim
Sem fantasia
Sempre o mesmo fim

E a colombina lamenta também
O desencontro dessa ciranda
Em que o encontro de alguém
Se desencontrou
E o bloco passou
O carnaval acabou
Em cinzas…

E a colombina tem nas mãos o coração
Pra entregar a quem lhe é de direito
Todo espaço que lhe cabe no peito
Para o amado pierrot

É que toda colombina é burra
Mesmo eu, que não queria ser
É que toda colombina é lenta
Só vê pierrot em pierrot, depois de se perder

Não tem engano não
É só mais um clichê
Não tem mal entendido
Quando entende
Que o que eu sinto é por você

Como num conto de carnaval

seja lá o que for
sem sofrimento
apenas amor para este pierrot
e se este não for
quando o coração mandar
talvez, outro
em outro carnaval…

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