Com as facadas que a vida me dá, eu tiro tinta e escrevo. Uma hora as facas perdem o fio, acabam. Mas eu, eu ainda terei palavras e mais palavras… Terei transformado as feridas em algo, que pode não ser a mais bela criação, mas é uma tentativa de beleza nesse mundo hostil.

E se sorrio, mesmo com o coração despedaçado, é porque tenho a certeza que nenhuma ação minha foi movida por algo que não fosse ternura, respeito, consideração ou amor. Porque eu tenho certeza, que nenhum ato meu foi movido por algum sentimento que não fosse sincero e bom. Desde de um interesse que sufoquei, até ele ir para longe e deixar de existir em consideração a quem poderia se magoar, até o amor que, finalmente, pude oferecer, como deveria, como é merecido, à quem o destino botou de novo no meu caminho. Esse amor que me fez escrever canções, mesmo sem saber tocar um instrumento. Esse amor que me fez criar histórias bonitinhas pra alegrar o dia do ser amado. Esse amor, que amoleceu esse meu coração calejado, quando me pegou de surpresa…

Então não estranhem se me virem sorrindo. Em nome desses bons sentimentos, que agora aprendo a sufocar as lágrimas. E me lembro, que eu posso estar magoada, mas estou em paz…

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