A inspiração que você me traz,
me pede cadernos,
bloquinhos,
folhas avulsas,
guardanapos,
o avesso dos impressos,
quadros negros,
paredes,
muros
e calçadas,
argila
ou
areia.
Não a frieza impessoal
da tela
dos dispositivos
eletrônicos
e cibernéticos.
Pois você é vida
que pulsa,
que se sente,
que se vive
em atos
e gestos.
É vida quente,
natural,
humana
e acolhedora.

A inspiração que você me traz,
me pede lápis,
caneta,
pincel,
tinta,
spray,
batom,
giz,
carvão,
galho,
mãos,
ou dedos.
Não a repetição
mecanizada
e quadriculada
das teclas
físicas
ou virtuais.
Pois você é único
em forma
e essência.
É toque
e carinho.
Pele
e desejo.
Você é original.
Não manufatura.
Você é arte.

A inspiração que você me traz,
me pede a letra corrida,
meus garranchos,
as curvas desenhadas,
baixo ou alto relevo.
Não a impessoalidade
das fontes padronizadas.
Pois você é suave
e vibrante.
Você é mente,
alma
e muito coração.

A inspiração que você me traz,
me pede mais que palavras,
que cores,
que imagens,
que formas,
que texturas,
Mais que aromas.
Mais que cenas.
Mais que temas.
Mais que sons,
que tons,
que ritmos.

A inspiração que você me traz,
me pede mais do que eu consigo expressar…

 

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