E no momento da partida, a razão diz que tão breve é o retorno. Mas, mesmo assim, o coração se aperta tanto e tanto, em todo instante de despedida. E surge, tão logo uma saudade doce e profunda, dessas que se sente como que a cada respirar. E o que se inspira é o perfume do corpo, a voz suave, o sorriso mais lindo do mundo, o olhar mais iluminado de todos. E o que se guarda na alma é a pele mais macia, o abraço que mais acolhe, os beijos que mais deliciam, o toque que mais arrepia. E, junta-se com tudo mais que não tem nome, descrição, nem explicação, mas que traz à tona os melhores sentimentos. Mistura-se no peito com as sensações mais agradáveis, com a vontade mais bela, com o gostinho de quero mais. Acrescenta-se a alegria de saber que há o reencontro e o desejo que ele chegue rápido. Há presente ainda, mesmo que não desejada, uma boa parte de tristeza, que se reverte em proporção multiplicada de felicidade, quando enfim, a despedida, vira chegada. E nesse respirar de saudades, o que se expira, são atos e afetos. O que se expira tem o som do “quero-te sempre”, do “te vejo em breve”, do “sinto sua falta”. O que se expira, é um vento que espero que sopre doces palavras em seus ouvidos. É uma nuvem quentinha e acolhedora que envio para que todo meu amor te alcance…

 

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