E a Colombina faz do seu amor um mar. E espera que a tempestade passe e voltem as ondas calmas. A Colombina faz do seu amor um mar e espera, que em balanço suave, o mar traga o seu amado Pierrot de volta.
E a Colombina faz do seu amor uma vasta paisagem. E espera que o verde retorne brilhante aos campos e, nas árvores, as folhas ressurjam cheias de vida, assim como as flores e os frutos. A Colombina faz do seu amor uma vasta paisagem e espera que a natureza traga seu amado Pierrot de volta.
A Colombina faz de seu amor o céu. E espera que as nuvens desapareçam, para que o azul reapareça e um sol radiante ilumine nossos dias. A Colombina faz do seu amor um céu e espera que os bons ventos toquem as asas de seu amado Pierrot e o tragam de volta.
A Colombina faz do seu amor a imensidão. Porque assim é o amor da Colombina. Um amor sem grades, nem correntes. Porque para que em amor haja laços, não é possível que existam os nós entre o nós.
E a Colombina faz do seu amor uma imensidão e espera que esse amor seja capaz de acolher e proteger o seu Pierrot amado em sua jornada. A Colombina faz de seu amor uma imensidão e espera, que na imensidão, seu amado Pierrot encontre o caminho de volta…

Anúncios