É engraçado isso. Que feliz contradição. O que traz a tona os meus melhores e maiores sentimentos, ao mesmo tempo faz com que a minha escrita fique envergonhada. Minhas frases e versos sejam insuficientes para dar vazão ao que me desperta, ao que me transborda. E toda tentativa de expressão não chega perto do tamanho do que sinto, nem de quem você é.
É como tentar descrever o cintilar multicolorido de um prisma pelos raios do sol ao final da tarde. Ou a sensação envolvente das ondas do mar embalando o corpo numa noite de verão. Ou o respirar profundo do ar da montanha, que preenche muito mais que os pulmões. Ou o som de um riacho, tendo em harmonia o barulho dos ventos nas folhas, o canto de alguns pássaros e o assobiar suave e distante de uma flauta. Ou o tempero saboroso de algum prato simples, que por algum motivo, tem um gosto inigualável. É como tentar explicar o que é a felicidade ou os mistérios da vida.
Nesse intento, não tem dicionário que me ajude. Eu precisaria de centenas ou milhares de volumes para apenas dois verbetes: meu amor e você.

Anúncios