o movimento dos astros

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E a Colombina, agora, é feito um corpo celeste. É levada, por uma força gravitacional imensa, em direção à outro astro. E, quando o encontro acontece, surge um céu mais estrelado do que este, que vemos à noite, até nos lugares mais afastados. Surge um céu onde as estrelas mais brilhantes são dois pares de olhos que se veem, mesmo quando estão fechados.
Surge um universo de dois…
A Colombina se sente feito lua fora de rota. Mas, na verdade, sei que, finalmente, ela encontrou a sua órbita…
E a Colombina sorri um sorriso que vai além da face…
A Colombina é inteira um doce sorriso…

( e até a Lua sorriu para nós…)

o que ainda não pronuncio

Meu sorriso bobo por sua causa, a minha felicidade quando está do meu lado e a saudade que tenho na sua ausência, confirmam: há, com certeza, muita admiração, carinho e querer bem. É certo, que há muita paixão. E há, principalmente, isso. Isso que cria raízes profundas em meu peito e que cresce cada vez mais e mais. E cresce cada vez mais rápido…
Isso que não chamo pelo nome, não porque tenho dúvida do que é, mas porque ainda é cedo…
Isso que não nomeio, não porque não seja real, nem intenso, mas porque ainda não é hora…
Isso que digo nas batidas do meu coração, no brilho do meu olhar e no despertar da minha pele, mas que não transformo em palavras, porque quero que as palavras surjam no momento em que devam surgir…
Enquanto não o digo, apenas sinto com todo o meu sentir.
E espero que você sinta o mesmo…

felicidade não se explica

Eu que sou cheia das palavras, as procuro e não encontro. Tanto tempo de solidão, sentimentos não correspondidos, paixões não vividas… Agora, me deparo com sentimentos, sensações, emoções e experiências que ainda não sei como descrever.

De repente, você surgiu, para me mostrar que é possível. E, me mostrar que é ainda muito melhor do que eu poderia esperar.

Nem nos meus sonhos, eu poderia imaginar algo tão bom…

Com você, é tanta inspiração sentida. Tanta inspiração vivida. Que nem sei como começar…

Talvez, eu comece com um sorriso, um longo suspiro e um verso de uma só palavra:
Você…

levitação

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e a Colombina caminha em passos leves
tão leves que nem tocam no chão

sem perceber,
a Colombina flutua…

culpa de um Pierrot Pintadinho que apareceu de repente…

a Colombina só quer saber de viver

e flutuar…

o coração da Colombina bate forte
não como frio camafeu

o coração da Colombina bate forte
como coração de gente
quente, vermelho e vivo…
(doce e apimentado)
maluquinho…

e a Colombina flutua…
e sorri…

opposite

Você bem que poderia ser menos interessante
Poderia ser menos bonito
Menos divertido
Poderia ser menos legal

Você bem que poderia ser menos carinhoso
Poderia ser menos inteligente
Menos atencioso
Poderia ser menos especial

Você bem que poderia ser menos atraente
Poderia ser menos doce
Poderia ser menos caliente
Ser menos gostoso
Poderia ser sem sal

Você bem que poderia ser chato
Poderia ser feio
Ter a voz estranha
Poderia ser grosso
Ser distante
Poderia sumir
Poderia ter péssimo gosto musical

Você bem que poderia ter um abraço sem graça
Poderia beijar mal
Ter a pele fria
Os olhos vazios
Ser um desastre total

Você bem que poderia facilitar pra mim
Ser o oposto de você
Para eu não te desejar assim

Eu, que sou tão difícil de conquistar,
Pra você, vou abrindo logo, uma exceção
Deixo você me conduzir, vou me deixando levar
Vou me entregando à sua sedução

Você é a razão do meu desejo
Tão rápido, tão cedo

Quem mandou, ser tão você?

Você bem que poderia facilitar pra mim
Ser o oposto do que é
Para eu não te desejar assim

Você bem que poderia facilitar pra mim
Ser o oposto do que é
Ou então…

O que vai ser? Enfim…

qual o seu intento?

Escrevo, por hora, com muitas reticências…
Certos deleites, eu não tenho, ainda, as palavras certas para descrever…

Me toma o corpo…

Me toma a alma…

E eu tento, sem saber se consigo

Proteger meu coração

E eu tento…

E eu tento…

Me tenta…

E docemente me tenta…

Eu não sei se consigo

Proteger meu coração

E docemente me tenta…

Me tenta…

Tentação…

De encontro ao inesperado
Meu olhar desconfiado se perdeu

Dei uma chance ao acaso
E minha razão fraquejou

Noites em claro
Em diálogo escrito
E poucas horas
De olhar com olhar
Alguns sorrisos
E gestos
Pele em contato
E alguma intensão

Como surge assim,
Tão de repente,
Pra me tirar o sono
E invadir meus sonhos?

Faz pensar
Que sempre esteve perto
Faz pensar
Que sempre me conheceu
E parece até que me lê
Das palavras às entrelinhas
Sem me deixar saber
Como e porque

Ainda é cedo
Eu me repito
Ainda é cedo
Vamos deixar fluir

Me assombra então
Uma dúvida metálica
E me pergunto
Se vale a pena prosseguir

É tudo tão rápido
E mesmo assim já sinto falta
O que será de mim
Depois que o tempo correr?

Nessa história há um porém
Em toda história há
Até onde posso ir?
Até onde quer me levar?

Nessa história há um porém
Em toda história há
E mesmo sob seus muitos encantos
É algo que não posso ignorar

E eu vou me deixando conduzir
Cada vez mais alto…

O que vai acontecer
Quando largar minha mão?

maresia

E se tem surpresas boas. Dessas que começam em desencontros, para depois se encontrar. Pode ter sido apenas um momento, mas espero que não. E, enquanto espero, deixo o pensamento voar solto, mesmo que meus pés desconfiados procurem se manter no chão. Há um porém. Parece que sempre haverá poréns. Alguns se resolvem, outros não. Por agora, não dá pra saber. Então, não impeço meu coração de dar suas batidas esperançosas, mas tento fazer com que as expectativas fiquem no limite da realidade. Preciso lembrar que há um porém. Pode ser que se resolva, pode ser que não. É muito cedo pra saber o que virá. É muito cedo pra saber qualquer coisa. É muito cedo ainda… É um começo?
Então, lembro que a realidade é feita de momentos… E espero, tentando manter longe a ansiedade, que venha logo o próximo. Conversas e olhares, lábios e sorrisos… e toque…

Hoje, o vento do mar me trouxe a sensação, que de tão recente, ainda está em mim…

Pode ser, que tenha sido apenas um momento,
um momento bom…

Ainda é cedo pra saber…

gosto de chuva

Eu gosto de chuva. Das finas que parecem cair em câmera lenta, das insistentes que duram dias, que deixam tudo cinza e úmido. Das que pegam a gente de surpresa no meio do caminho e que param em seguida, logo depois de nos molhar. E, tem ainda, as chuvas com sol, dessas que fazem um rastro colorido por entre as nuvens, só para nos arrancar um sorriso.

Gosto do cheiro da terra molhando. Gosto da sensação de ar limpo depois que a chuva vai embora. Gosto sentir as gotas frescas cobrindo meu corpo. E,  gosto ainda mais dos relâmpagos. Um fascínio que vem da infância, de quando eu morava na montanha e ficava na janela observando as teias de luz cortando o céu. Para,  em seguida, sentir os vidros vibrarem pelo som dos trovões.

Eu gosto de chuva. E, gosto mais ainda, das tempestades.

A tempestade é a catarse da natureza. É o momento em que natureza grita, esperneia,  chora e se derrama com toda a sua força para se purificar. E, a partir desse momento de beleza e caos, ela se renova.  É depois da tempestade, que o céu fica mais azul e que as cores parecem mais vivas.

Todos nos temos nosso caos interior. Todos nós temos no peito a energia de mil raios e na garganta o som de mil trovões.

Devemos nos permitir chover, lavar a alma e deixar que nossa própria força nos faça renascer…

E eu gosto de chuva…

desapego

Coisinha difícil. Tem pessoas que simplesmente desapegam. De uma hora pra outra, esquecem. Para outras, como eu, tem todo um processo. E quanto antes o processo começa, mais cedo, talvez, ele termine. Então, começo, oficialmente, agora. Uma boa dose de desapego hoje. Outra amanhã. E depois e depois e depois. Um dia de cada vez. Até que, de repente, eu não precise mais desapegar. Eu já terei desapegado.
Começo, agora, oficialmente, o meu processo de desapego.
Coisinha foda de pôr em prática.

É como tentar parar de fumar…

Acendo um cigarro…

game over

pra mim não era brincadeira
e com essas regras não quero jogar
corto o mal pela raiz
e se está assim tão feliz
minha ausência não irá notar

game over
que não quero jogar

não estou a fim desses mistérios
encerro o contato, fecho o canal
do meu jeito encontro um final
se não me chegam os enigmas
não tenho nada o que decifrar

game over
que não quero jogar

viva o romance
com sua menina
porque quem se contenta
com sacarina
pro gosto real
talvez, não tenha paladar

game over
que não quero jogar

vá brincar
de conto de fadas
curtir trecho cafona
do som da sua dona
aprenda o refrão
que toca na rádio popular

game over
que eu não quero jogar

pra mim não era brincadeira
mas se prefere se exibir
não sou eu que vou atrapalhar
corto o mal pela raiz
e se está assim tão feliz
minha ausência não irá notar

game over
que eu não quero jogar

que meu coração não é brinquedo
pra você poder brincar

 

votos sinceros

Eu não espero um felizes para sempre. Acredito no juntos enquanto felizes
E no felizes nem sempre. Porque, nem todo dia é um dia feliz. Mas, que dure, enquanto a felicidade for o mais frequente.

Não ofereço céu e terra. Apenas meus sentimentos e a minha, às vezes, nem tão agradável, companhia.

Respeito mútuo é essencial e inegociável.

Ofereço amizade, cumplicidade, carinho, apoio e paixão. E tentarei distinguir, entre cada momento, qual deles deverá sobressair.

Farei o possível pra não invadir o espaço do outro. E me empenharei para deixá-lo entrar, a cada dia um pouco mais, nessa minha vidinha que é só minha.

Não prometo um felizes para sempre. Que não sou princesa, nem vejo graça em príncipes. Prefiro pessoas, a vida real, com sentimentos verdadeiros. E não me preocupo com finais. Prefiro os inícios e os durantes.

Eu só prometo meus sentimentos e, enquanto durarem. E a minha companhia, que é o que, de fato, há para se oferecer.

Também preservarei a liberdade. Pois, só acredito no amor assim.

Não quero os nós. Prefiro os laços. Porque quem nasce com asas, não suporta correntes.

Eu só ofereço meus sentimentos e, enquanto durarem. E, se chegar a hora de ir ou de deixar partir, que seja um suave desenlace de fita…

Vai ver, que é esse meu excesso de sinceridade que põe tudo a perder…
Não sei se sou antiga, ou moderna demais.
Mas, com certeza, esquisita no meu modo de ser…
E eu só sei ser assim…

 

 

opposing characters

You’re like the pie maker, like a maker of dreams, which brings back to life it touches…
You have smile, friends and good music…
You have a peculiar sweet and awesome life… And happiness.
You’re like the pie maker, as a maker of dreams, because you are a lover of life and a dreamer …
Do not let anyone try to take your charm. Do not let anyone try to make it as rich boy with fashionable clothes, which have desire and ambition, but that does not have true friends or good feelings. A person without character …
Be yourself.
Remember: be yourself.
Do not let anyone delete their brilliance.
Do not let anyone try turn you into a perfect and soulless doll …

Pierrot de flanela, doce Pierrot xadrez,

Há telefone pra ligar. E-mail pra enviar. Se tiver algo pra dizer, diga logo. Porque não posso mais sofrer. Não posso mais esperar. Já esperei muito por amor…
E esperar por amor é ruim demais…

Eu digo adeus
Sem querer dizer
Fecho porta
Para não sofrer

O que o coração não sabe
O que fica sem saber
Ainda dói
Mas é menor a minha dor
E assim, me obrigo a esquecer

Você voltou ao meu caminho
Trouxe vida pra minha vida
Tirou o chão e o céu do lugar
Mas eis que vem então
A minha forçada despedida
Mesmo estando a te esperar

Se seu coração
Bate agora por alguém
Então, eu tenho
O meu motivo também
Para dizer adeus

O que o coração não sabe
O que fica sem saber
Ainda dói
Mas é menor a minha dor
E assim me obrigo a esquecer

Eu digo adeus
Sem querer dizer
Fecho porta
Para não sofrer
Que meu coração cansou da dor…

Não se luta por amor. Se luta pra ficar junto, quando há sentimento dos dois. E, ao contrário do que dizem, sentimento não é coisa que se conquista com ações premeditadas, nem se marcando artificialmente a presença. O nome disso é sedução. Coisa fácil de se fazer, quando o objetivo é apenas atrair a paixão. Só que uma hora a paixão acaba e a falta do sentimento aparece. Eu me apaixono pelos meus amores. E não espero apenas uma paixão provocada em troca. Mas é difícil explicar a diferença entre paixão e amor. Entre estar junto por vontade, do estar junto por medo da solidão. Hoje em dia, há tantos dizendo “eu te amo” e poucos são os que amam…
Não se luta por amor. Se luta pra ficar junto, quando há sentimento dos dois. E se um não quer, não há nada a ser feito. Se meu coração bate de cá e não há outro batendo de lá em resposta, o não bater já responde a questão…

Se foi essa a escolha do seu coração, quem sou eu pra questionar…
Boa sorte.

 

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E a Colombina guarda a pena e a tinta. Não por falta de inspiração. Palavras ela tem de sobra. Mas, por agora, as coloca numa caixinha. Deixa que elas fiquem lá, dançando e brincando. Até a hora certa de saírem…

A caixinha de palavras da Colombina, tem quase o mesmo tamanho de seu coração-camafeu.

É imensa…

Solitária, mas com a certeza que não vivo de mentiras. Que não me engano. Que não engano o coração. Eu sigo. A vida segue. Sei bem por quem meu coração bate. Mas se meu coração bate de cá e de lá não tem resposta, eu sigo em frente. A vida segue.

“Cada um sabe as escolhas que faz
Cada um sabe o que lhe diz o coração”

Não se pede pra ficar. Quem quer ficar, simplesmente, fica.

Se meu coração bate de cá e de lá não tem resposta, o que posso fazer?

Ao menos, eu tentei…

uma canção chamada Aline

Chegou aos meus ouvidos
Que você andou cantando
Uma canção que alguém batizou
Com o meu nome

Que no lugar do meu nome
Outro nome você esteve usando
Na hora de cantar

Mas de tantas músicas,
por que essa, você escolheu?

Chegou aos meus ouvidos
Que quando você cantou
Adulterando a letra
Quem ouvia
Sabia tão pouco de ti
E de tuas canções
Que nem percebeu
Que no original da composição
Não era o nome dela
Que chamavam
Que o nome na canção era o meu

Chegou aos meus ouvidos
E eu nem queria ouvir…

Preciso tapar melhor os ouvidos
Para não me ferir…

A ignorância pode ser uma benção
Assim, com meus olhos vendados
Eu ajudo o tempo

Sei que não posso controlar meus pensamentos
E que mesmo, com meus olhos fechados para você,
Tantas coisas me fazem lembrar
Tantas coisas fazem meu coração enxergar
O que eu voluntariamente
Impeço meus olhos de ver

Tantas coisas
Uma música
Um desenho
Um programa de TV…

Mas tenho que me acostumar
A vida segue
A sua vida segue
E eu tenho que seguir a minha…

 

Tão às avessas, essas minhas histórias…

A Colombina sou eu. Mas, quem sempre entrega fácil o coração para as outras, são os meus amados…

Talvez, esses pierrots sejam os colombinos…

Talvez, seja eu, a pierrete…

não sei se…

Eu não sei se escrever
Te tira de mim
Ou se te mantém

Eu não sei se escrever
É pra lembrar
Ou é pra esquecer

Sem saber
Se sim
Ou se não

Mas sabendo
Que teu não
Não vira sim

Eu sigo escrevendo
Querendo apagar
Eu sigo escrevendo
Já que não quis ficar
Eu sigo escrevendo
Pro tempo passar
Eu sigo escrevendo
Pra deixar de te amar

Escrever
Pro tempo
Correr
Correr
Correr
Correr…

E corro de olhos vendados
Sem ver
Sem saber

Que assim,
Eu não sofro…

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