domingo…

Deixa a chuva esfriar o chão
Que meu peito arde e ainda tem verão
Deixa o céu fingir temporal
Que essa chuva é fina, não faz o mal

Deixa o dia cinza te sorrir também
Um sorriso calmo te fará um bem
Deixa a folha voar com o vendaval
Quase confete. É quase carnaval

E se a preguiça chegar
Se acomode um pouquinho
Para preguiçar…

quase um sambinha

(ou canção do gato escaldado)

Tanta folhinha já passou
Desde que te conheci
Tanto amor que não vingou
E que agora já esqueci
Tudo que o tempo mudou
Que eu agora compreendi
Mas não sei o que rolou
Dentro de ti

Foi então que te encontrei
Após tudo se findar
E depois do que eu vivi
Como foi bom te encontrar

Posso gostar de você
Mas preciso esclarecer
A situação
Não sei se dá pra entender
Mas tantas vezes já parti
Meu coração

Não é questão de desistir
Nem de não te querer
Mas não posso insistir
Sem saber se vou te ter

Pode ser que tenha alguém
Para esperar
Ou se feriu também
E quer se curar

Se é de longe a seu amada
Ou se fica do seu lado
Se é antiga namorada
Ou se está apaixonado

Eu não sei o que se passa
Em seu coração
Mas sei que não adianta
Entrar em competição

Não é questão de desistir
Nem de não te querer
Mas não posso insistir
Sem saber se vou te ter

Porque a vida me ensinou
E foi bem ensinado
Que se alguém te conquistou
É porque já estava conquistado

E mais outra lição
Eu também fui aprender
Que pros assuntos da paixão
Só acontece o que tiver
Pra acontecer

Posso gostar de você
Mas preciso esclarecer
A situação
Não sei se dá pra entender
Mas tantas vezes já parti
Meu coração

Não é questão de desistir
Nem de não te querer
Mas não posso insistir
Sem saber se vou te ter

personagens-pessoas

pierrots: iluminado, distante ou xadrez;

furacão;

e doce sonho.

estes foram os musos durante o tempo que venho escrevendo aqui.

e todos eles ficaram na inspiração dos meus sentimentos-palavras não correspondidos.

pessoas que acabei transformando em personagens.

quando o que eu queria mesmo, era alguém para viver a realidade…

uma hora aparece…

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Mesmo com tantos tropeços e desvios, com evoluções fora de harmonia, a Colombina acredita que poderá encontrar o seu pierrot (ou os seus. Porque   um grande poeta escreveu: “Que seja eterno, enquanto dure”).  Mas não há tantos pierrots por aí…

Coisa difícil…

Talvez, ao invés de procurar, a Colombina devesse ser encontrada…

Meu coração expandido, já tem o espaço
Em sinais cifrados, o convite foi feito
Deixo-me agora em espera calma e contente
Nessa esperança doce…

E se a esperança se revelar apenas espera,
Encontrará lugar no meu peito,
O entendimento

Pois da mesma forma, que a gente gosta
De quem a gente gosta,
Pode ser, que quem a gente gosta,
Não goste da gente

E em casos assim,
Não adianta reclamar
É deixar o coração crescendo
Preparado para uma próxima vez

Mas enquanto não se sabe
Se há talvez,
Sim ou não,
Meu coração expandido bate…

Aguardo sorrindo…

Só o tempo dirá…

aguardo sorrindo

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Para um certo Pierrot, a Colombina, com carinho, abre um grande espaço em seu coração-camafeu. Pacientemente espera, que haja, também para ela, um quadradinho no imenso xadrez do aconchegante coração desse Pierrot.

Como sempre, na história dessa Colombina, o carnaval não depende dela. Só o Pierrot pode anunciar o início da folia.

Ai, Colombina boba! Porque não percebeu logo quem era quem nesse enredo?

Ai, Pierrot Xadrez! Que esse meu ‘ai’ é um suspiro doce, como os sorrisos que tenho para ti…

Por quem será que bate seu coração de flanela?

eu não quero te sufocar com palavras e versos.  não quero que meu desejo de ocupar um quadradinho nesse imenso xadrez que é seu coração flanelado, te leve ainda para mais longe. vou deixar que o que eu sinto fique quieto, como uma sementinha plantada que pode ser que cresça ou não. vou deixar que o que eu sinto fique quieto e só se manifeste, quando você quiser e se você quiser. o que tiver que ser, será. e se não for, não vou sofrer, nem desgostar. aconteça ou não aconteça, eu desejo apenas que tenhamos sorrisos sinceros.

o tempo irá dizer…

de qualquer forma, você é um pierrot. eu só não sei se há uma nova chance  para essa colombina boba, que demorou muito para perceber…

aconteça ou não aconteça, eu desejo apenas que tenhamos sorrisos sinceros.

o tempo dirá…

não é um conto de fadas

Sei que o mundo não é feito de amor
(infelizmente, mas acredito, realmente, que poderá ser)
E que nem sempre meus dias serão de sorrisos
Que muitas noites de lágrimas ainda virão
Que muitos cigarros serão fumados,
No escuro, na companhia de meus pensamentos
Eu sei
Mas resolvi, que cada dia sem sorrisos
Será apenas mais um entre tantos
Que as noites de lágrimas terão fim
Ao surgir do sol
E que minha solidão
Bem… minha solidão sempre esteve aí mesmo
Vai ter que se acostumar com o que eu sou
E com o que quero ser

Minhas palavras, em algum momento,
Não serão tão positivas
Mas assim, como as palavras
Cada dia, será um dia à parte
E cada página, uma outra página
E eu vou beber a vida
Como faço quando estou entre amigos
E brindar
Mesmo sem motivo
Porque a vida
É sempre a vida
Como um brinde
É sempre um brinde
Com ou sem motivo
Eu vou celebrar…

Sou oceano profundo e misterioso
Sou terra firme e acolhedora
Sou o ar que sopra pensamentos nos ouvidos
E no centro de tudo, magma quente

Meus olhos tem estrelas nas noites escuras
Minha alma tem o sol irradiando energia

Sou os passos dos boêmios
Os beijos dos namorados
As histórias dos anciões
Sou a brincadeira das crianças
A esperança da juventude

Sou a última janela iluminada entre os edifícios
Sou a última palavra antes da cidade dormir
Sou o que sou
E você também é
Todos nós somos
O ilimitado universo
Do que pensamos
Do que sentimos
Do que vivemos
Somos tantos…

dia nº 3

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A Colombina se desfez da máscara
Escancarou o camafeu coração

A Colombina decidiu,
Que começou a folia das pessoas

Neste desfile,
O enredo é o amor

A Colombina decidiu,
Amar simplesmente
E simplesmente amar

E é tanta gente

Amar como amigo
O que for de amizade
Amar como sangue
O que for família
Amar com simpatia
O que for conhecido
Amar com gentileza
O que for desconhecido
Amar com paixão
O que for de romance
E se deixar amar

Esta Colombina esquisita
Quer ser uma Colombina esquisita
Feita de amor

Seu coração é bateria
Não para de bater

desejo singelo

-Não fique triste
É o meu pedido inusitado
À um pierrot flanelado
Que como pierrot que é
Tem um quê tristeza escondida

Mas mesmo assim eu peço
Desejando de coração
Não fique amuado
Nem borocoxô
Sonhe, viva e sorria
Pois assim, essa colombina,
Sorri também…

E não repare na simplicidade desses meus versos, que já foram mais elaborados. Mas é, que tem coisa que a gente sente, que se escrever demais estraga.

o par

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E o coração da Colombina anda batendo acelerado por um personagem de bailes antigos, recém reencontrado.

A Colombina se deu conta, que nessa história, o folião de xadrez, é quem sempre foi o verdadeiro pierrot.

E agora Colombina? Não dá para rebobinar a serpentina.
Mas, talvez seja possível, fazer um novo carnaval.

A Colombina acredita. Só não sabe por onde começar.

Às vezes, a vida nos põe na boca o sabor, só para nos fazer sentir o que deixamos passar…

“Well life has a funny way of sneaking up on you…”

Chances perdidas podem ser recuperadas?

Espero que sim…

O que vai ser?

O que será, será…

Se for…

Será que o destino me dará de volta a sorte que desperdicei?

E ainda sem saber

o que mudou?

a visão ou o olhar?

o gosto ou a língua?

Da onde veio essa vontade?

E o pensamento vai…

A vida é mesmo engraçada…

como um beijo meio que inesperado, um passado se apresenta sob perspectiva diferente…

o que mudou?

a visão ou o olhar?

o gosto ou a língua?

a vida é mesmo engraçada…

seguindo a maré…

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